Ganha com folga
12/12/2009
Fim de ano chegando e as listas de piores e melhores começam a pipocar por todos os cantos. Não sei quanto a você, mas eu adoro listas, classificações — talvez pela natureza do ofício. Faço isso até inconcientemente, admito. E meu voto para a mais maltrapilha capa do ano vai para Neil Young com Fork in The Road. O disco é até bacana (bom, é Neil Young, né? não espere a invenção da roda), mas, cara, isso é constrangedor.
É ou não é horrorosa?
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Algo de podre no reino da Dinamarca
10/12/2009
Coitada da Tuvalu. Que futuro pode ter um arquipélago de ilhas delgadas com 12 mil habitantes, 26 quilômetros quadrados, onde seu ponto mais alto mede 5 metros de altitude e suas maiores fontes de renda são o cultivo do coco e, acredite, os royalties recebidos pelo uso do domínio “com.tv”, pagos pelas emissoras de tevê do mundo todo?
Sou só eu ou mais alguém tem a impressão de que nada será decidido em Copenhague?
A Globo News tem produzido uma série de reportagens bem bacana sobe o tema. Cabe um conferida.
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Raiva contra o oba-oba
08/12/2009
Nunca gostei de futebol. Até me esforcei quando era mais jovem, tentei acompanhar campeonatos, elegi um time para torcer, colecionei escudinhos de times obscuros (que coisa indie!) que vinham na revista Placar pra colar nos botões de madreperola, mas tudo em vão. É o tipo de esporte que simplesmente não tem apelo algum para mim. Ainda hoje, nem na Copa me empolgo.
Obviamente, essa minha “opção” me causou vários transtornos ao longo da vida, desde bullying no colégio primário ao questionamento sobre minha masculinidade na adolescência — “O quêêê? Você não tem time? Hmm… sei, entendi…”. Fui criado no subúrbio do Rio, onde qualquer terrreno baldio é um campo de futebol em potencial. As opções de lazer, como sabemos, são poucas por lá. E, quando se tem 13 anos de idade, não gostar de futebol torna sua vida social pouco prática. Isso te faz sentir um alienígena, deslocado da turma. Depois, um pouco mais crescido, você encontra meia dúzia de párias como você e tudo se resolve. Mas o trauma fica.
Agora, uma coisa não me sai da cabeça toda vez que vejo filas homéricas de pessoas acampadas para a compra de ingressos (isso serve para shows também), torcidas organizadas se esbofetando nas esquinas, torcedores debatendo com furor os possíveis desdobramentos do campeonato caso o determinado time perca, empate ou ganhe e, principalmente, aquelas pessoas que torcem com os punhos cerrados. Enfim, sempre que vejo tudo isso, penso na energia desperdiçada que poderia ser canalizada para outros fins. Talvez seja rabugice minhas, mas acompanhe meu raciocínio.
Posso estar enganado, mas creio que a lotação do Maracanã seja de 70 mil pessoas. Vamos arrendondá-la para 60 mil, só pra facilitar na conta. Se mil pessoas por dia forem para a porta do Palácio Guanabara reinvidicar transporte de massa eficaz, saúde pública para todos, ensino de qualidade etc., qualquer coisa, não há dúvidas de que algo mudaria. Isso chamaria a atenção de todos e, provavelmente, mobilizaria mais gente ainda. Indo mil pessoas por dia, daria pra fazer um revezamento. Quem foi no primeiro dia só precisaria ir novamente dois meses depois. Consegue imaginar a repercussão? Um esforço insignificante que certamente traria benefícios a todos.
Não seria ótimo se algum jogador de futebol tomasse a frente disso? Pense no “imperador” Adriano conclamando a massa. É um pena que as cobras continuarão sem asas.
(o título do post foi uma citação direta ao disco dos Djangos, banda queridíssima da Zona Oeste do Rio)
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Marilyn “Juana” Monroe
04/12/2009
Ok, a essa altura você já deve ter visto o vídeo da Marilyn Monroe fumando maconha. Acho ótimo quando esse tipo de coisa acontece, pois comprova que mesmo (ou principalmente) ícones de cultura de massa fazem tarefas normais e são, numa última análise, gente como a gente. ; )
Isso é mais um empurrão para que a situação evolua, se abra o debate global — a cada dia mais iminente e necessário — para que as pessoas tenham o direito de fazer o que bem entendem. Repressão já sabemos que não funciona.
Mudando um pouco de assunto, não sei quanto a você, mas como símbolo sexual eu sou mais a Brigitte Bardot do que a Marilyn — embora a BB seja infinitamente mais boçal, com suas polêmicas de cunho preconceituoso que sempre cercaram sua carreira.
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Arrumando a casa
04/12/2009
É, precisei ficar uns dias fora por problemas pessoais. Peço desculpas para quem veio aqui e tentarei dar novos rumos ao blog, tornando-o mais ativo e com mais posts diários.
E resto, o tempo cura.
Vem comigo.
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Zevs
18/11/2009
Boto fé nesse cara.
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Não sei, não…
15/11/2009

Que coisa estranha essa versão de “Paradise City” que Slash fez com a Fergie e o Cypress Hill. Eu penso que se é pra mexer em algo passado, tem que dar uma repaginada mais decente, não?
A faixa é lado B de um single lançado só no Japão. O disco mesmo sai em março e tem ilustres participações como Iggy Pop, Flea, Ronnie Wood, entre outros.
Dizem que Jack White também foi convidado para participar, mas recusou a proposta porque não queria tocar guitarra.
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Porta na cara
11/11/2009
Produzido pelo Núcleo Audiovisual do Circo Voador
Procura-se
30/10/2009
Coluna do Ancelmo Gois hoje no Globo.

Rapaz, eu vou te falar que esse é o emprego dos sonhos de muito amigo meu.
Agora, que é tentador, ah, isso é. ; )
Aproveitando o tema, indico a leitura de Dois beques e a conta, uma ótima entrevista que o site Palma Louca fez com Cláudio Formiga, do blog Viciado Carioca. O homem que “manjou” Chico Buarque em um banheiro está lançando um livro chamado Comédia da Vida Fumada, com os melhores momentos do blog.
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Vida sustentável
25/10/2009
Como fazer as pessoas trocaram a escada rolante por uma comum?
Tem gente na Suécia que sabe…
Ora, admita, isso parece ser bem divertido…
Se quiser ver outras soluções legais para “educar” a população, clique aqui. Dica do Zé Carlos.
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