Nunca gostei de futebol. Até me esforcei quando era mais jovem, tentei acompanhar campeonatos, elegi um time para torcer, colecionei escudinhos de times obscuros (que coisa indie!) que vinham na revista Placar pra colar nos botões de madreperola, mas tudo em vão. É o tipo de esporte que simplesmente não tem apelo algum para mim. Ainda hoje, nem na Copa me empolgo.

Obviamente, essa minha “opção” me causou vários transtornos ao longo da vida, desde bullying no colégio primário ao questionamento sobre minha masculinidade na adolescência — “O quêêê? Você não tem time? Hmm…  sei, entendi…”. Fui criado no subúrbio do Rio, onde qualquer terrreno baldio é um campo de futebol em potencial. As opções de lazer, como sabemos, são poucas por lá. E, quando se tem 13 anos de idade, não gostar de futebol torna sua vida social pouco prática. Isso te faz sentir um alienígena, deslocado da turma. Depois, um pouco mais crescido, você encontra meia dúzia de párias como você e tudo se resolve. Mas o trauma fica.

Agora, uma coisa não me sai da cabeça toda vez que vejo filas homéricas de pessoas acampadas para a compra de ingressos (isso serve para shows também), torcidas organizadas se esbofetando nas esquinas, torcedores debatendo com furor os possíveis desdobramentos do campeonato caso o determinado time perca, empate ou ganhe e, principalmente, aquelas pessoas que torcem com os punhos cerrados.  Enfim, sempre que vejo tudo isso, penso na energia desperdiçada que poderia ser canalizada para outros fins. Talvez seja rabugice minhas, mas acompanhe meu raciocínio.

Posso estar enganado, mas creio que a lotação do Maracanã seja de 70 mil pessoas. Vamos arrendondá-la para 60 mil, só pra facilitar na conta. Se mil pessoas por dia forem para a porta do Palácio Guanabara reinvidicar transporte de massa eficaz, saúde pública para todos, ensino de qualidade etc., qualquer coisa, não há dúvidas de que algo mudaria.  Isso chamaria a atenção de todos e, provavelmente, mobilizaria mais gente ainda. Indo mil pessoas por dia, daria pra fazer um revezamento. Quem foi no primeiro dia só precisaria ir novamente dois meses depois. Consegue imaginar a repercussão? Um esforço insignificante que certamente traria benefícios a todos.

Não seria ótimo se algum jogador de futebol tomasse a frente disso? Pense no “imperador” Adriano conclamando a massa. É um pena que as cobras continuarão sem asas.

(o título do post foi uma citação direta ao disco dos Djangos, banda queridíssima da Zona Oeste do Rio)

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Blur documentado

04/12/2009

Uma das principais bandas de rock inglês da década de 90 terá um documentário a altura. Chama-se No Distance Left to Run e sairá em janeiro. Aguardo ansiosamente.

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Sem lançar nada desde 2008 e com um disco novo programado para o próximo ano  (One Life Stand, a previsão oficial é 8 de fevereiro), o Hot Chip aparece com o single “Take It In”.

Já já o disco circula na web. Enquanto isso, baixe o single aqui.

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Ok, a essa altura você já deve ter visto o vídeo da Marilyn Monroe fumando maconha. Acho ótimo quando esse tipo de coisa acontece, pois comprova que mesmo (ou principalmente) ícones de cultura de massa fazem tarefas normais e são, numa última análise, gente como a gente.   ;  )

Isso é mais um empurrão para que a situação evolua, se abra o debate global — a cada dia mais iminente e necessário — para que as pessoas tenham o direito de fazer o que bem entendem.  Repressão já sabemos que não funciona.

Mudando um pouco de assunto, não sei quanto a você, mas como símbolo sexual eu sou mais a Brigitte Bardot do que a Marilyn — embora a BB seja infinitamente mais boçal, com suas polêmicas de cunho preconceituoso que sempre cercaram sua carreira.

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Arrumando a casa

04/12/2009

É, precisei ficar uns dias fora por problemas pessoais. Peço desculpas para quem veio aqui e tentarei dar novos rumos ao blog, tornando-o mais ativo e com mais posts diários.

E resto, o tempo cura.

Vem comigo.

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Foto:  Marcelo Naddeo

Sensacional a entrevista que o Pedro Alexandre Sanches fez com Jorge Ben para as Páginas Negras da Trip deste mês.  Ele conta (explica, seria um termo mais apropriado) várias passagens de suas letras.

Salve Jorge!

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“Fables” – The Dodos

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Zevs

18/11/2009

Boto fé nesse cara.

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Autopromoção

17/11/2009

Dei uma entrevista ao Rio Fanzine falando sobre a Laura Palmer e foi publicada no Globo de sexta. Mas agora o Tom Leão postou a entrevista na íntegra no próprio blog do RF.

Aproveitando o momento autopromoção, divulgo mais dois shows, dia 04/12 na Festa Juicebox, no Volúpia (Niterói) e 11/12 na Festa Bandeide, no Cine Lapa (Rio), um link pra quem quiser baixar três músicas novas e posto aqui o clipe da gente para “Mon Tshirt Pue la Fumée de Cigarette”.

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Pra começar bem a semana!

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