Uma das grandes promessas  da cena eletrônica carioca, Kalif é um DJ de techno adepto do dynamic mixing (método “acrobático” de mixagem onde se brinca durante a música mexendo em sua equalização ou dando sucessivos mutes, por exemplo) que vem ganhando admiradores por onde passa. Este carioca que viveu 5 anos em Dublin — onde recebeu a alcunha de Brazilian Legend –, fã declarado de  Squarepusher e, principalmente, do Aphex Twin, surpreende em suas apresentações, trafegando entre o electro, a house e a  IDM cabeçuda.

Kalif, porém, causou surpresa ano passado ao lançar seu primeiro disco, Banzo, depois de 13 anos de carreira, com um trabalho mais voltado à ambient music viajandona, cheio de texturas e pouco propício para as pistas, seu habitat natural.

Batendo um rápido papo com o Sedativo, Kalif contou  como foi seu início na capital irlandesa, sobre o disco Banzo e ainda disponibilizou com exclusivadade um track inédito para download, chamado “La Muerte Del Comandante”, que você pode baixá-lo aqui.

Sedativo – Como foi o início em Dublin?

Kalif – Uns três meses depois que cheguei,  em 1997, fui tocar num open bar, lugar onde qualquer “bedroom DJ” toca. Obviamente não vai quase ninguém nesses esquemas, mas enquanto eu tocava tinha um cara careca, estilo punk rock, me olhado no outro lado da sala.  Era o Derek F, um dos fundadores da cena acid techno de Dublin. Quando terminei, ele disse que se amarrou no meu som e me convidou para tocar numa rave clandestina, num armazem no meio da cidade. Foi a primeira vez que toquei numa festa do circuito dublinense e a recepção foi boa demais, apesar de eu não ter tanta experiência.  Enfim, Dublin é um lugar onde cheguei como um estrangeiro total, mas com o passar do tempo fui sendo acolhido como um cara de lá.  É um povo caloroso, brincalhão…  muito diferente dos outros europeus, de um modo geral.

Sedativo – Em que as noites do Rio e de Dublin se diferem?

Kalif – A cena no Rio é muito pequena, considerando a magnitude da cidade. Tem pouca opção de estilos para se ouvir. Acredito que o Rio sofre demais com a divisão de zonas da cidade. Quem mora na zona sul não vai à zona norte e vice versa.  A cidade é toda dividida e isso faz com que a cena seja bem menos do que deveria ser.  Dublin é uma cidade razoavelmente pequena, mas bem mais compacta. E a diversidade de gêneros é muito grande.

Sedativo – Você é um DJ que vem se consagrando nas pistas, mas lançou um disco intimista, cheio de texturas. Por que este contraste?

Kalif – Primeiro porque eu curto fazer algo um pouco mais elaborado do que uma faixa pra pista — querendo ou não, essas faixas (para a pista) sempre são mais básicas.  E também porque eu curto fazer algo mais melódico.  Acho que minhas produções costumam ser a antitese do que toco ao vivo, são feitas para se ouvir mesmo e mexer com sentimentos bem diferentes ao que tocaria numa pista. A música de pista acaba se limitando muito para pista, pode parecer óbvio dizer isso, mas é um fato.  Você provavelmente não vai escutar uma faixa de techno quando acordar de manhã.  O legal de produzir coisas mais ambients é a chance de se fazer algo um pouco mais rico musicalmente, que poderá ser apreciado em diversos momentos.

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primeiro pq eu curto fazer algo um pouco mais elaborado do que uma faixa pra pista. querendo ou nao, essas faixas sempre serão mais basicas; e tbm pq curto fazer algo mais melodico tbm, mais autoral
*na verdade acho que minhas produções costumam ser a antitse do que toco, são feitas para ouvir mesmo, e mexer com sentimentos bem diferentes ao que tocaria numa pista
*a musica de pista acaba se limitando muito para pista, pode parecer obvio dizer isso, mas é um fato. vc nao vai escutar uma faixa de techno quando acordar de manhã ou em determinados momentos. legal de produzir coisas mais ambients, é a chance de fazer algo um pouco mais rico musicalmente, que podera ser apreciado em diversos momentos.
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“11th Dimension” – Julian Casablancas

Albert Hammond Jr e Fabrizio Moretti já haviam se aventurado em trabalhos paralelos aos Strokes, banda que não lança discos há quase 4 anos. Agora foi a vez de seu vocalista Julian Casablancas, que surpreendeu ao sair do esperado “rockinho sujo” característico dos Strokes e lançou um disco com os dois pés fincados na década de 80.  O clipe de “11th Dimension” é propositalmente brega, como nos soa hoje boa parte do synth pop sob luzes de neon feito nos 80s, mas ainda é o Julian:  a voz rasgada com as melodias sinuosas estão lá — junto do  par de All Star e da calça skinny.  :  )

Download da faixa “11th dimension”

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“Bye Bye Bayou” – LCD Soundsystem

Um dos beats mais incríveis do ano passado foi este loop de mais de sete minutos, que, na verdade,  é single de uma versão de Alan Vega, do Suicide — um duo incrível de tecnopop  que surgiu dez anos antes deste conceito/termo aparecer. Enfim, a música pop da década que se finda deve muito à James Murphy, o homem por trás do LCD Soundsystem — que promete um derradeiro álbum, segundo recente entrevista ao NME.

Download da faixa “bye bye bayou”

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“Sick Muse” – Metric

De um modo geral os canadenses do Metric sempre lançaram álbuns medianos, legais de se ouvir e nada muito além disso. Mas em Fantasies, seu quarto álbum, eles deram um salto considerável na consistencia das músicas e sem perder a pencha de indies. Um disco com ares de anos 90, que lembra o Garbage em várias passagens, mas ainda assim recomendado para dias ensolarados.

Download da faixa “sick muse”

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“Fables” – The Dodos

Apesar do título, ensolarado mesmo é este disco do Dodos, Time do Die. Canções calcadas lindamente no violão (não, não vou chamar de folk só por isso) e melodias por vezes memoráveis, como nesta música acima. Dizem que os três discos anteriores são mais experimentais, mas confesso que não os conheço.  Ah, e preste a atenção na bateria, com pegada africana. Taí uma música que levanta meu dia.

Download da faixa “fables”

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“Omen” – The Prodigy

Uma das bandas mais punks da cena eletrônica reapareceu em 2009 com um disco muito bom quando ninguém dava mais nada por ela.  O Prodigy não chega a repetir o efeito causado com The Fat of the Land, o devastador disco de 1997 que catapultou a banda ao estrelato.  Na real, superá-lo dificilmente conseguirão algum dia, mas chegaram bem perto com este Invaders Must Die, principalmente em termos de punch e vigor.

Download da faixa “omen”

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“Dirty Robot” – Lemonheads (feat. Kate Moss)

O Lemonheads sempre foi uma banda do segundo escalão do rock alternativo. Fez um relativo sucesso lá pelos idos dos 90s, mais pela versão (um cover, melhor dizendo, já que nem mexeram na estrutra da música) Mrs. Robinson, da dupla Simon & Garfunkel do que por méritos próprios. Desta vez, ao que parece, não foi muito diferente. Pegaram uma música que  se desloca completamente do resto disco, botaram uma levada, hã, electro e chamaram a top Kate Moss pra cantar. Acertaram, a música ficou irresístivel! Só que, mais uma vez, era uma versão. Isso deve significar alguma coisa.

Download da faixa “dirty robot”

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“Born On a Day The Sun Didn´t Rise” – Black Moth Super Rainbow

Lembra quando a gente comprava um disco pela capa? Navegando certo dia pela web dei de cara com uma capa que me chamou a atenção e aguçou a curiosidade. Era um disco do Black Moth Super Rainbow, Dandelion Gum, de 2007.  Psicodelia pura, experimentalismo aplicado e vocoder em todas as músicas. Baixei o disco, curti o som e desde então acompanho a banda, que lançou um excelente disco ano passado, mas não figurou em nenhuma lista de melhores do ano —  é questão de tempo até serem “descobertos”.

Download da faixa born on a day the sun didn´t rise”

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“Ladies” – Lee Fields & The Expressions

E por falar em ser “descoberto”, Lee Fields lançou vários compactos e um único disco na décade de 70 e caiu no ostracismo, sendo “redescoberto” recentemente pela galera do hip hop, que utliiza suas batidas em samplers.  Deu a volta por cima, voltou a gravar discos com uma banda de apoio chamada Expressions e fez um dos discos mais maravilhosos de soul music desta década, lançado ano passado, intitulado  My World. Sim, o timbre de voz é beeeem parecido com o de James Brown, mas desencana, vai.

Download da faixa “ladies”

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“Quick Canal” – Atlas Sound (feat. Laetitia Sadier)

Texturas. Foi a primeira coisa que me veio à cabeça quando ouvi “Quick Canal”, do recente disco de Bradford Cox (aka Atlas Sound). Camadas e mais camadas de sons se sobrepõem numa dinâmica muito particular. Instrumentos entupidos de reverb e a voz celestial de Laetitia Sadier (do Stereolab) flutuando por cima, imponente. Se Kevin Shields (do My Bloody Valentine) ouviu esta música, deve ter ficado muito orgulhoso.

Download da faixa “quick canal”

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“Modern Kid” – Júpiter Maçã

Júpiter Maçã é um caso raro na música brasileira, uma espécie de peça chave na genealogia do rock gaúcho. Em meados da década de 80 gravou no TNT e  nos Cascavelletes,  seguiu em carreira solo, foi autor de várias clássicos do cancioneiro guasca (“Um lugar do caralho”, “Eu e minha ex“) e tocou de tudo: rockabilly, rock rural, psicodelia sessentista, bossa nova, flertou com a eletrônica e hoje segue reverenciado por uma verdadeira legião de novos artistas, fiéis a tudo que ele compõe.  O clipe tem uma fotografia foda e ainda trás o ex-VJ da MTV Luiz Thunderbird tocando baixo.

Download da faixa “modern kid”

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“Rising” – Lhasa

Lhasa De Sela foi um relâmpago. Conheci seu trabalho há poucos meses.  Mal a “descobri”  e ela se foi, dia primeiro de janeiro, vítima de câncer na mama, aos 37 anos.  Pouco afeita ao show business, essa americana passou sua infância on the roads com os pais e justamente por isso teve uma forte influência da cultura mexicana em sua obra, sendo até mesmo comparada no início de sua carreira com a diva Chavela Vargas.

Download da faixa “rising”

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“Sophisticated Side Ponytail” – Natalie Portman´s Shaved Head

Bagaceira pouca é bobagem. Como se não bastasse este nome tão absurdo quanto maravilhoso, eles são coloridos (hehe) e fazem um som que é festa pura. O Natalie Portman´s Shaved Head é composto por  cinco franzinos molecotes de Seattle que às vezes parece uma versão electro do Steve B — entenda isso como um elogio. Se a sua festa está chochando, pode colocá-los pra tocar. Eu destacaria qualquer música  (eles só tem um disco lançado, Glistening Pleasure), mas o único clipe oficial deles é este ai de cima.

Download da faixa “sophisticated side ponytail”

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“Eu To Cansado Dessa Merda” – Eddie

O Eddie é uma das bandas mais injustiçadas do rock brasileiro. Um dos três pilares do movimento mangue bit (na estrada desde 1989!), mas sempre menos lembrado que seus conterrâneos.  De fato a banda sempre se manteve no mesmo patamar: respeitado pela crítica, mas restrito a poucas pessoas.  Uma pena, porque  o Eddie poderia tocar tranquilamente em qualquer rádio popular que seria bem aceito. E, de quebra, manteríamos o nível das estações lá nas alturas.

Download da faixa “eu to cansado dessa merda”

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“The Reeling” – Passion Pit

O Passion Pit lançou tão somente um EP em 2008, gravado sem pretenções — era apenas um presente do vocalista Michael Angelakos para a sua namorada.  Logo foram convidados por uma gravadora novaiorquina e, pronto, eis Manners, um dos melhores discos de 2009.  Não é pra menos, “The Reeling” virou febre em todas as pistas. Seu flerte com a disco music e seu refrão em falsete grudento — beirando o freak — anima qualquer ambiente.

Download da faixa “the reeling”

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“Little Girl” – Danger Mouse & Sparklehorse (feat. Julian Casablancas)

Que Julian Casablancas gravou um grande disco neste ano que passou é indiscutivel (ainda falarei sobre ele). Mas uma de suas melhores performances não consta em seu trabalho solo, mas sim num track do álbum Dark Night Of The Soul, do produtor Danger Mouse. É impressionante a capacidade que  Julian tem de criar melodias de voz sinuosas e desleixadas, sem nunca perder o vigor.  Na verdade a música toda é foda — preste atenção na linha de baixo que vem por trás, pedindo atenção.

Download da faixa “little girl”

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“Laura Te Espera Com Uma Arma Na Mão” – Stela Campos

A paulistana Stela Campos lançou uma série de EP antes de trazer à tona seu quarto álbum, o excelente Mustang Bar.  Se antes a veia indie pulsava com mais evidência, agora a psicodelia fala mais alto, sem deixar o experimentalismo e os ruídos de fora.  Simplesmente a melhor canção cantada em português em 2009. Detalhe: a música só tem uma única nota do início ao fim. E o lado B do single é uma versão do Fellini.  Tudo perfeito.

Download da faixa “laura te espera com uma arma na mão”

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“The Don” – Sisters of Transistors

Produzido pelo Graham Massey, do finado 808 State (que eu já entrevistei aqui), as Sisters of Transistors são quatro meninas encapuzadas de Manchester tocando orgãos elétricos enfileirados, sendo uma ruiva, uma negra, uma loira e uma morena — todas lindas, diga-se de passagem.  Se não bastasse o apelo visual, elas modernizam um timbre antigo e fazem um som único nessa música,  que é cantada em coro pelas quatro.

Download da faixa “the don” (Hot Chip remix)

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“Fire” – Kasabian

Banda curiosa o Kasabian; teve uma grande estréia em 2004 com o álbum homônimo, mas desde então vem patinando em discos medianos. De cada lançamento, salvam-se algumas faixas.  A pulsante e bem inspirada “Fire” é uma delas. E eles já prometeram disco novo para daqui a poucos meses, com “influências de Nirvana e Pink Floyd”, segundo o vocalista Tom Meighan, em entrevista à rádio BBC.

Download da faixa “fire”

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Adoro listas. Talvez por força da profissão que naturalmente me faz catalogar e hierarquizar os mais diversos conteúdos. Claro, venho formatando mentalmente minha lista de favoritos há tempos. Mas não se engane: ela pode ser significativamente diferente se for elaborada de novo daqui a poucos dias.

Além do mais, como você já deve ter suspeitado (hehe), é virtualmente impossível ouvirmos tudo que foi produzido. Mesmo se ficarmos só nas indicações da imprensa especializada, não dá pra acompanhar mesmo. Eu bem que tentei, confesso. Mas é como correr atrás do próprio rabo — fiquei tonto e me dei conta de que era uma disputa inglória.

Aqui vai, então, a primeira parte da minha lista de melhores canções do ano passado, sem ordem de preferência, com seus respectivos links pra download. Ao longo da semana concluirei o rol.

“My Girls” – Animal Collective

O Animal Collective é uma das bandas mais instigantes do momento e esta música é de longe a minha preferida.  Eles são de Baltimore (EUA) e lançaram este nono álbum (Merriweather Post Pavillion) bem no início do ano, em janeiro mesmo. “My Girls” é etérea, única, sublime.  Um casamento perfeito entre a psicodelia vocal dos Beach Boys com a eletrônica do New Order.  Se 2009 produziu um clássico para  a história da música pop, aqui está.

Download da faixa “my girls”

“Les Etoiles” – Melody Gardot

Melody Gardot foi atropelada por um carro quando tinha apenas 19 anos. Temendo seqüelas cognitivas,  os médicos a incentivaram compôr algumas canções. Assim, de forma trágica, deu-se início a carreira dessa  talentosíssima jovem americana jazzista, hoje com 25 anos. My One and Only Thrill é seu quarto disco e “Les Etoiles”,  com seu refrão pegajosamente onomatopéico,  é a única música cantada em francês.

Download da faixa “les etoiles”

“When I Grow Up” – Fever Ray

A sueca Karin Dreijer deu um tempo no trabalho que desenvolvia com seu irmão no The Knife e lançou um disco  solo como Fever Ray. É como ela se incorporasse uma entidade híbrida (meio mulher, meio vegetal),  provavelmente advinda de alguma lenda nórdica. O disco é todo soturno mas o clipe de “When I Grow Up”  é particularmente assustador. Ouvi em loop durante muitas horas.

Download da faixa “when i grow up”

“Let´s Go Surfing” – The Drums

Pouco lembrados nas listas de fim de ano, os novaiorquinos do The Drums lançaram apenas dois EPs em 2009 (mesmo assim, com algumas músicas repetidas) e ainda darão muito o que falar neste ano, com sua mistura de punk rock com surf music. Simples e assobiável, no sentido literal.

Download da faixa “let´s go surfing”

“Crystalised” – The XX

Confesso que demorei um pouco para dar crédito ao The XX. Você sabe, hype demais às vezes atrapalha. Mas o disco me cativou gradativamante e agora dou o braço a torcer.  O Vitor Peixoto assistiu  (e o Bruno postou) um show deles em Amsterdã que não dispensou elogios. É algo próximo a um Cure de Three Imaginary Boys, só que atualizado. Bom pacas.

Download da faixa “crystalised”

“Sing Sang Sung” – Air

Depois de quase uma década lançando discos meia bomba, o Air surpreende mais uma vez com Love 2.  Brincando com a sonoridade lúdica das palavras (“Sing Sang Sung”), a dupla francesa produziu mais um clássico em sua discografia. Sofisticação e bom gosto  a serviço do bem e sem um pingo de pedantismo — definitivamente, raridade no show business.

Dowload da faixa “sing sang sung”

“Stillness Is The Move” – Dirty Projectors

Esta música pode parecer farofa num primeiro momento, mas o Dirty Projectors é bem mais interessante do que aparenta. Não acredita? Dê uma sacada neste show que eles fizeram com a Bjork em setembro. Ok, então, pense o seguinte: não seria tão mal se aquela sua prima que gosta de Beyoncé gostasse do Dirty Projectors…  :  )  Falando sério, se puder, ouça as outras músicas. O buraco é mais embaixo.

Download da faixa “stillness in the move”

“Lisztomania” – Phoenix

Wolgang Amadeus Phoenix é quarto álbum dessa turma parisiense que faz várias citações à música erudita ao longo do disco. A própria locação do clipe foi em Bayreuth, onde o pianista Liszt nasceu. O  Phoenix faz um rock básico e vigoroso mais interessante do que o Arctic Monkeys, por exemplo (pronto, falei). E isso não é pouca coisa.

Download da faixa “lisztomania”

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