O Mombojó tinha vários indícios de que surgiria com um trabalho mediano em 2010. Siga as pistas comigo: a banda lançou um segundo disco apenas bom (Homem Espuma, 2006), depois de uma excelente e promissora estréia (Nadadenovo, 2004); saiu de uma gravadora e voltou à labuta independente; se confrontou com a morte prematura de um integrante; como se não bastasse o desfalque, um dos principais compositores da banda pulou fora poucos meses depois; já estava há 4 anos sem um trabalho novo, tempo demais para os dias amnésicos em que vivemos… enfim, as expectativas não eram muito promissoras.

Mas eis que surge o surpreendente “Amigo do Tempo”, um disco fantástico, bem amarrado melodiosamente, rico em nuances, onde o Mombojó sai vitorioso na busca por timbres memoráveis. Se antes a banda possuía boas idéias nem sempre bem alocadas, desta vez a produção do disco foi impecável, com cada instrumento no lugar certo, na medida certa. E por mais que isso tenha se tornado um lugar-comum, o disco ganha corpo a cada audição.

Baixe o disco aqui

O clima intimista, que gera uma sensação de aparente desespero controlado ainda está lá, só que de uma forma mais sóbria e bem resolvida que nos discos anteriores, onde o denso e o leve caminham lado a lado, sem que um se sobreponha ao outro por mais de um minuto. “Amigo do Tempo” nos coloca numa gangorra sinistra de desconforto e afeto.

Um desconforto agradável e um afeto receoso, alerto.

Momento leve com “Papapa”, lançado há poucos dias: música foda, clipe idem

Ainda impactado com essa pequena obra prima da música brasileira contemporânea, conversei rapidamente com o tecladista Chiquinho, que falou ao Sedativo sobre o novo disco, o tempo  e sushis.

*****

Sedativo – Vocês passaram por duas baixas na banda e não estão mais com uma gravadora. Foi difícil compor este disco?

Chiquinho – Compor, nem tanto. Eu diria que a maior dificuldade foi na organização e no planejamento de todo o processo. É sempre mais difícil planejar tudo sem muita grana.

Sedativo – O tempo é uma palavra recorrente no trabalho de vocês. Qual a importância dele para a obra do Mombojó?

Chiquinho – Nesse ultimo trabalho tivemos que aprender a ter muita paciência e lidar com muita tranquilidade em relação ao tempo. Tínhamos uma pressão enorme de lançar um outro disco pra nos mantermos vivos. Porém, sem muito dinheiro, tivemos que ir aos poucos, fazendo shows, juntando, pra ir fazendo as coisas do jeito que a gente queria.

Sedativo – Foram quatro anos sem lançar um disco. Isso, hoje em dia, gera esquecimento e desinteresse. Mas ainda assim vocês conseguiram manter as pessoas interessadas. Qual é a fórmula?

Chiquinho – Apostamos muito na ideia de manter nossos laços cada vez mais estreitos com o nosso público. É sempre bom alimentar o site, trocar ideia, tentando fazer com que as pessoas queiram saber o que a gente anda fazendo, ou que queira consumir cada vez mais Mombojó.

Chiquinho, Vicente Machado, Marcelo Machado, Samuel e Felipe

Sedativo – Vocês já estão em São Paulo há alguns anos. De que forma essa mudança refletiu no trabalho da banda?

Chiquinho – Vivemos indo e vindo à São Paulo há uns 5 anos, pelo menos. Mas há quase 2 anos que deixamos de importunar nossos amigos anfitriões paulistas e passamos a pagar nossos alugueis! hehehe. São Paulo nos deu uma dinâmica diferente de trabalho, muito mais rápida e diversificada.

Sedativo – A Karina Buhr foi editora convidada da revista TPM há poucos meses e disse uma coisa em seu editorial que eu sempre questionei: “música do Nordeste é regional e do Sudeste é urbana”. De onde vem essa distorção? Porque o maracatu é “regional” e o funk carioca e a milonga, não?

Chiquinho – hahahaha Acho que eu prefiro deixar esses rótulos pra quem entende do assunto. Tenho muito orgulho da música e de toda a cultura que vem da minha região! Isso é fato.

Sedativo – O Mombojó já se aventurou no mercado gringo? Dia desses mesmo, enquanto assistia a um vídeo de vocês no youtube, li um comentário de um gringo dizendo algo como “não estou entendendo o que ele diz, mas gosto disso”.

Chiquinho – Fizemos alguns poucos shows pela Europa, mas nada muito significante, ainda. Esperamos poder trabalhar mais esse aspecto a partir de agora. Sempre recebemos mensagens de gente de fora do pais. Diria que a meta maior do Mombojó é tocar no Japão!

Sedativo – Que história é essa de vocês terem virado sushi em Recife? (rs)

Chiquinho – Fomos homenageados por um restaurante japonês de Recife chamado Sumo. Eles Fizeram um prato chamado uramaki mombojó. É um sushi enrolado com o arroz por fora, coberto com gergelim torrado. A alga marinha fica por dentro, junto ao recheio de atum fresco, ova de massago, raspas de limão, leve toque de wassabi (raiz forte) e shoyu cítrico. Que beleza, hen!? Hehehe

.

Anúncios

Meu programa preferido do dial carioca, o Geléia Moderna da Roquete Pinto comemorou 100 edições  sábado passado e convidou a banda Autoramas para uma apresentação ao vivo no auditório da rádio.

Eu estava lá sentadinho assistindo e curti bastante, tanto a apresentação da banda quanto ao programa em si, que é sempre muito agradável, produzido por Jorge  LZ e Brant, dupla que  tem conhecimento de causa e nenhum pingo de pedantismo, muito comum ao gênero.

Mesmo com uma apresentação ao vivo, manteve-se a dinâmica do Geléia, que mescla músicas de artistas novos com o trabalho dos convidados, além de um bate-papo descontraído,  sempre bacana de se ouvir.

E durante a entrevista podemos conferir toda sabedoria de Gabriel Thomas, como este diálogo que reproduzo editado:

Jorge LZ- “Qual disco você levaria para uma ilha deserta?”

Gabriel Thomas – ” ‘Oh no it’s Devo’. Eu acho o Devo a melhor banda de todos os tempos. Não tem pra Beatles… As pessoas ficam ofendidas quando digo isso, mas é só uma questão de gosto.”

Flávia Cury – “Eu sei que é uma redundância falar isso, mas eu levaria Revolver, dos Beatles… ” (…) “Mas será que nós estaremos juntos na ilha deserta, pra trocarmos os discos de vez em quando?”

Gabriel Thomas  – “Pois é, esse é o problema das ilhas desertas. Se todo mundo se encontrar só vai ter disco dos Beatles“.

Baixa lá o programa.

.

Conrado Almada é o cara por trás dos últimos clipes do Skank.  Em um papo com o Sedativo ele falou sobre a influência das plataformas de divulgação na criação de seu trabalho e sua relação com a banda mineira.

*****

Sedativo – Seu trabalho anterior com o Skank, a música “Sutilmente”, foi uma produção mega, que envolveu uma estrutura enorme e mobilizou dezenas de pessoas. E agora você fez um videoclipe para a faixa “Noites de um verão qualquer” em stop motion apenas com seu assistente. Como é passar de um extremo ao outro mantendo a qualidade artística?

Conrado Almada – Acho esse  o lado legal de trabalhar com clipes. Em cada situação você está diante de um desafio diferente, com orçamentos diferentes. É difícil dizer qual dos dois clipes deu mais trabalho. No “Sutilmente” tivemos que construir uma estrutura gigante com um esquema de segurança imenso, e envolvemos quase 100 pessoas, o que nunca é fácil. Já no “Noites de Um Verão Qualquer” a dificuldade também foi bem grande, mas foi para outro lado. Alí foi um exercício de planejamento, paciência e concentração enormes. Sinceramente, não consigo dizer qual deu mais trabalho, mas ambos também me deram uma satisfação enorme quando ficaram prontos.

Sedativo – Temos poucos progamas de videoclipes na televisão. A MTV, que até lhe deu prêmio ano passado, passa cada vez menos clipes em sua grade. Por outro lado, sabemos que o principal canal de escoamento dessa produção hoje se dá na net e, sobretudo, no youtube. Esses dados são levados em conta no hora de desenvolver as ideias? Eles interferem de alguma forma em seu processo criativo?

Conrado Almada – A maior mudança, pra mim, foi em relação ao feedback dos trabalhos. Hoje você vê exatamente o que as pessoas pensam, através dos comentários que elas deixam sobre os videos. Isso é muito legal pois é fundamental ver opiniões sinceras sobre algo que você fez. Quando era só TV ficava muito difícil mensurar a aceitação dos trabalhos. Isso influencia bastante, principalmente para as gravadoras. Tem casos de clipes que foram tirados do ar em função de comentários extremamente negativos, que o pessoal não aguentou a pressão. A internet também abre possibilidade pro surgimento de bandas novas e diretores também, que podem se destacar realmente pelo seu trabalho e não por lobby de gravadoras junto aos canais de TV. Pessoalmente prefiro muito mais como é hoje.

Sedativo – Foi o seu terceiro clipe com eles. A parceria se manterá?

Conrado Almada – Nossa relação é ótima e vem amaduracendo a cada trabalho. Hoje a banda confia muito em mim e acredita nas minhas ideias. O Skank é uma banda incrível pra se trabalhar, pois eles te dão os dois principais elementos pra se dirigir um clipe: boas músicas e liberdade criativa. Nossa sintonia é realmente é muito boa.

.

Hoje é o último dia para assistir Loalwa Braz no Bar do Tom. Para quem não está linkando o nome ao estiloso black power branco (!!!), essa hoje senhora foi vocalista do Kaoma, grupo unipresente no Brasil da década de 80 com os megahits “Dançando lambada” e “Chorando se foi”  — esta, na verdade, uma versão  do Kjarkas, um dos mais tradicionais e popularescos grupos de música andina da Bolívia.

Pensando no inusitado do encontro, este blogueiro resolveu convidar o multi-homem João Brasil para uma mini entrevista com a Loalwa.

João Brasil – Você já conseguiu fazer os gringos dançarem juntos?

Loalwa Braz – Durante minhas turnês internacionais, ja presenciei vários casais estrangeiros dançando. Mesmo não sendo exímios dançarinos, deixavam-se levar pelo ritmo contagiante e se divertiam muito.

Já vi também casais estrangeiros arrasarem na lambada, graças aos professores de dança de salão brasileira, que dando aulas em academias espalhadas  pelo mundo, transmitem com amor e profissionalismo, a arte do dançar.

João Brasil – Como é a formação da sua banda? Quantos músicos tem? Você já cantou com DJ?

Loalwa Braz – A formação da banda pode variar de 6 a 9 músicos e no mínimo 2 casais de dançarinos, tendo uma base com piano, baixo, bateria, guitarra e percussão. Podendo adicionar sax, trompete e trombone, se tocarmos em um grande local. E não, nunca cantei com DJ. Apesar de ter recebido várias propostas e ter gostado da ideia. Minha agenda não permitiu.

(nota do Sedativo: Aê, João, é a deixa!)

João Brasil – Você já sofreu algum preconceito por cantar lambada?

Loalwa Braz – Sim. Já ouvi a frase: “Você? Uma cantora de formação clássica e jazzística cantar lambada?”.  Até hoje não entendo esta pergunta. A música “Chorando se foi” tem uma linda melodia, uma boa letra, a dança é magica.

Toda a história da Lambada e sua trajetória, marcaram positivamente, milhões de pessoas, divulgando centenas de músicas, minhas ou de outros artistas que também participaram deste fênomeno. Sinto-me honrada em fazer parte deste movimento. Talvez o preconceito seja somente dor de cotovelo.

João Brasil – Quais são as suas cinco lambadas favoritas?

Loalwa Braz – “Chorando se foi”, “Lambamor”, “Dançando lambada”, “Melodie D’amour” e “Lambacaribe”.

.


Maybe the Welders: Pitti é o carinha de prateado descendo a escada

Fabrizio Moretti, dos Strokes, não é o único baterista brasileiro que toca numa banda nova iorquina.  Pitti é um “carioca por tabela” que mora em Nova Iorque há mais de 20 anos e há cinco toca no Maybe the Welders.

Conversei com Pitii por e-mail sobre a movimentação musical de Nova Iorque e as dificuldades que uma banda brasileira encontrará, caso queira se aventurar pelos States.  O Maybe the Welders fará uma mini turnê  pelo Sudeste, sendo o primeiro show hoje no Rio, na festa de lançamento do portal Laboratório Pop, que terá também apresentação do Terminal Guadalupe, entre outras bandas.

A pedido do Sedativo, Pitti liberou uma versão inédita da faixa “Streets of Rio“, que você pode baixá-la aqui.

*****

Sedativo – Vocês fizeram o primeiro show no lendário CBGB, com apenas 3 meses de banda. Guarda boas recordações?

Pitti – Cara, me lembro de ter sido como um relâmpago, quão rapido tudo rolou. Chovia muito e fazia muito frio — o que não ajudou no fato de estarmos muito gripados,  meio afônicos e febris.  A energia  fenomenal do local e da galera presente fez tudo isso desaparecer. Esse dia, com certeza, marcou pra sempre pra todos nós, principalmente com o fechamento do local não muito tempo depois. Ah, se você alguma vez ouviu dizer que o CBGB cheirava a Rock&Roll, estou aqui comprovando que é a pura verdade.

Sedativo – Como anda Nova Iorque em termos de bandas e locais para show?

Pitti – Depois de um grande período estagnado, a cena está voltando.  Com o fechamento dos locais lendários, Manhattan não é mais um local tão cobiçado. Os locais para shows estão se concentrando no Brooklyn. Fico feliz em constatar que tem uma grande leva de novas bandas alternativas pintando.
.
“Hot Shot” – Maybe the Welders

Sedativo – A gente acompanha muita banda brasileira tocando em Londres, mas raramente em NY. Você faz alguma idéia do motivo?

Pitti – Com certeza Londres está e, provavelmente,  sempre estará mais aberta para novas bandas com propostas diferentes. O público em NY e muito distante. Aqui acontece muito das pessoas irem assistir uma banda específica e não dar a chance de ouvir a banda anterior ou a próxima. O motivo exato eu não sei dizer, tenho minhas ideias mas prefiro guardá-las comigo.

Sedativo – Qual conselho você dá para bandas brasileiras que queiram tocar em NY?

Pitti – Pra voce vir tocar aqui você tem que ter um bom manager (produtor) com contatos e de preferência fazer parte de um selo. Pra voce ter uma ideia, o Cansei de Ser Sexy tocou numa casa no Brooklyn, num show grátis e isso depois de já terem participado do festival Coachella.

Sedativo – Como seus amigos de banda encaram o Brasil?

Pitti – Tenho que confessar que fiquei bem apreensivo na nossa primeira viagem, me sentindo exageradamente responsavel por eles. Mas tudo isso mudou no primeiro dia. Um grande exemplo foi no dia em que chegamos ao Rio. Estávamos caminhando nas proximidades da Praia Vermelha quando tive que usar o orelhão. Depois da minha ligação, procurando freneticamente por eles,  me deparo com os dois do outro lado da rua tomando uma cerveja, comendo salgadinho em pé num boteco.

.
.

Uma das grandes promessas  da cena eletrônica carioca, Kalif é um DJ de techno adepto do dynamic mixing (método “acrobático” de mixagem onde se brinca durante a música mexendo em sua equalização ou dando sucessivos mutes, por exemplo) que vem ganhando admiradores por onde passa. Este carioca que viveu 5 anos em Dublin — onde recebeu a alcunha de Brazilian Legend –, fã declarado de  Squarepusher e, principalmente, do Aphex Twin, surpreende em suas apresentações, trafegando entre o electro, a house e a  IDM cabeçuda.

Kalif, porém, causou surpresa ano passado ao lançar seu primeiro disco, Banzo, depois de 13 anos de carreira, com um trabalho mais voltado à ambient music viajandona, cheio de texturas e pouco propício para as pistas, seu habitat natural.

Batendo um rápido papo com o Sedativo, Kalif contou  como foi seu início na capital irlandesa, sobre o disco Banzo e ainda disponibilizou com exclusivadade um track inédito para download, chamado “La Muerte Del Comandante”, que você pode baixá-lo aqui.

Sedativo – Como foi o início em Dublin?

Kalif – Uns três meses depois que cheguei,  em 1997, fui tocar num open bar, lugar onde qualquer “bedroom DJ” toca. Obviamente não vai quase ninguém nesses esquemas, mas enquanto eu tocava tinha um cara careca, estilo punk rock, me olhado no outro lado da sala.  Era o Derek F, um dos fundadores da cena acid techno de Dublin. Quando terminei, ele disse que se amarrou no meu som e me convidou para tocar numa rave clandestina, num armazem no meio da cidade. Foi a primeira vez que toquei numa festa do circuito dublinense e a recepção foi boa demais, apesar de eu não ter tanta experiência.  Enfim, Dublin é um lugar onde cheguei como um estrangeiro total, mas com o passar do tempo fui sendo acolhido como um cara de lá.  É um povo caloroso, brincalhão…  muito diferente dos outros europeus, de um modo geral.

Sedativo – Em que as noites do Rio e de Dublin se diferem?

Kalif – A cena no Rio é muito pequena, considerando a magnitude da cidade. Tem pouca opção de estilos para se ouvir. Acredito que o Rio sofre demais com a divisão de zonas da cidade. Quem mora na zona sul não vai à zona norte e vice versa.  A cidade é toda dividida e isso faz com que a cena seja bem menos do que deveria ser.  Dublin é uma cidade razoavelmente pequena, mas bem mais compacta. E a diversidade de gêneros é muito grande.

Sedativo – Você é um DJ que vem se consagrando nas pistas, mas lançou um disco intimista, cheio de texturas. Por que este contraste?

Kalif – Primeiro porque eu curto fazer algo um pouco mais elaborado do que uma faixa pra pista — querendo ou não, essas faixas (para a pista) sempre são mais básicas.  E também porque eu curto fazer algo mais melódico.  Acho que minhas produções costumam ser a antitese do que toco ao vivo, são feitas para se ouvir mesmo e mexer com sentimentos bem diferentes ao que tocaria numa pista. A música de pista acaba se limitando muito para pista, pode parecer óbvio dizer isso, mas é um fato.  Você provavelmente não vai escutar uma faixa de techno quando acordar de manhã.  O legal de produzir coisas mais ambients é a chance de se fazer algo um pouco mais rico musicalmente, que poderá ser apreciado em diversos momentos.

.

primeiro pq eu curto fazer algo um pouco mais elaborado do que uma faixa pra pista. querendo ou nao, essas faixas sempre serão mais basicas; e tbm pq curto fazer algo mais melodico tbm, mais autoral
*na verdade acho que minhas produções costumam ser a antitse do que toco, são feitas para ouvir mesmo, e mexer com sentimentos bem diferentes ao que tocaria numa pista
*a musica de pista acaba se limitando muito para pista, pode parecer obvio dizer isso, mas é um fato. vc nao vai escutar uma faixa de techno quando acordar de manhã ou em determinados momentos. legal de produzir coisas mais ambients, é a chance de fazer algo um pouco mais rico musicalmente, que podera ser apreciado em diversos momentos.