Meu programa preferido do dial carioca, o Geléia Moderna da Roquete Pinto comemorou 100 edições  sábado passado e convidou a banda Autoramas para uma apresentação ao vivo no auditório da rádio.

Eu estava lá sentadinho assistindo e curti bastante, tanto a apresentação da banda quanto ao programa em si, que é sempre muito agradável, produzido por Jorge  LZ e Brant, dupla que  tem conhecimento de causa e nenhum pingo de pedantismo, muito comum ao gênero.

Mesmo com uma apresentação ao vivo, manteve-se a dinâmica do Geléia, que mescla músicas de artistas novos com o trabalho dos convidados, além de um bate-papo descontraído,  sempre bacana de se ouvir.

E durante a entrevista podemos conferir toda sabedoria de Gabriel Thomas, como este diálogo que reproduzo editado:

Jorge LZ- “Qual disco você levaria para uma ilha deserta?”

Gabriel Thomas – ” ‘Oh no it’s Devo’. Eu acho o Devo a melhor banda de todos os tempos. Não tem pra Beatles… As pessoas ficam ofendidas quando digo isso, mas é só uma questão de gosto.”

Flávia Cury – “Eu sei que é uma redundância falar isso, mas eu levaria Revolver, dos Beatles… ” (…) “Mas será que nós estaremos juntos na ilha deserta, pra trocarmos os discos de vez em quando?”

Gabriel Thomas  – “Pois é, esse é o problema das ilhas desertas. Se todo mundo se encontrar só vai ter disco dos Beatles“.

Baixa lá o programa.

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Hoje é o último dia para assistir Loalwa Braz no Bar do Tom. Para quem não está linkando o nome ao estiloso black power branco (!!!), essa hoje senhora foi vocalista do Kaoma, grupo unipresente no Brasil da década de 80 com os megahits “Dançando lambada” e “Chorando se foi”  — esta, na verdade, uma versão  do Kjarkas, um dos mais tradicionais e popularescos grupos de música andina da Bolívia.

Pensando no inusitado do encontro, este blogueiro resolveu convidar o multi-homem João Brasil para uma mini entrevista com a Loalwa.

João Brasil – Você já conseguiu fazer os gringos dançarem juntos?

Loalwa Braz – Durante minhas turnês internacionais, ja presenciei vários casais estrangeiros dançando. Mesmo não sendo exímios dançarinos, deixavam-se levar pelo ritmo contagiante e se divertiam muito.

Já vi também casais estrangeiros arrasarem na lambada, graças aos professores de dança de salão brasileira, que dando aulas em academias espalhadas  pelo mundo, transmitem com amor e profissionalismo, a arte do dançar.

João Brasil – Como é a formação da sua banda? Quantos músicos tem? Você já cantou com DJ?

Loalwa Braz – A formação da banda pode variar de 6 a 9 músicos e no mínimo 2 casais de dançarinos, tendo uma base com piano, baixo, bateria, guitarra e percussão. Podendo adicionar sax, trompete e trombone, se tocarmos em um grande local. E não, nunca cantei com DJ. Apesar de ter recebido várias propostas e ter gostado da ideia. Minha agenda não permitiu.

(nota do Sedativo: Aê, João, é a deixa!)

João Brasil – Você já sofreu algum preconceito por cantar lambada?

Loalwa Braz – Sim. Já ouvi a frase: “Você? Uma cantora de formação clássica e jazzística cantar lambada?”.  Até hoje não entendo esta pergunta. A música “Chorando se foi” tem uma linda melodia, uma boa letra, a dança é magica.

Toda a história da Lambada e sua trajetória, marcaram positivamente, milhões de pessoas, divulgando centenas de músicas, minhas ou de outros artistas que também participaram deste fênomeno. Sinto-me honrada em fazer parte deste movimento. Talvez o preconceito seja somente dor de cotovelo.

João Brasil – Quais são as suas cinco lambadas favoritas?

Loalwa Braz – “Chorando se foi”, “Lambamor”, “Dançando lambada”, “Melodie D’amour” e “Lambacaribe”.

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Zumbis em Copa

24/09/2009

E hoje tem Zombie Zombie na festa Daydreaming (Drinkeria Maldita Copa/RJ).

Começa cedo, 20h. Nos vemos lá?

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